Por que tantas pessoas sabem que precisam mudar, mas continuam no mesmo lugar? Especialista explica
Em entrevista ao Colabora Cast, Isaac Santos revela como o medo do fracasso, as crenças adquiridas ao longo da vida e o apego à zona de conforto podem impedir o crescimento pessoal, profissional e financeiro.
Por Redação C1
Publicado em 23/10/2026, 21:32

Por que algumas pessoas conseguem transformar suas vidas enquanto outras, mesmo sabendo exatamente o que precisam fazer, continuam repetindo os mesmos comportamentos durante anos?
Essa foi uma das principais reflexões levantadas pelo especialista em programação neurolinguística (PNL) e desenvolvimento humano Isaac Santos, durante entrevista ao Colabora Cast, apresentado por Cleidison Bomfim, nos estúdios do Colabora Brasil, em Lauro de Freitas, na Região Metropolitana de Salvador.
Durante a conversa, Isaac abordou temas como hábitos, crenças limitantes, procrastinação, prosperidade financeira e o medo de enfrentar mudanças.
Para o especialista, um dos maiores obstáculos ao crescimento está justamente na dificuldade de abandonar comportamentos que oferecem uma sensação de segurança, mesmo quando produzem resultados insatisfatórios.
O conforto pode ser um dos maiores inimigos da mudança
Segundo Isaac Santos, muitas pessoas permanecem em situações que não desejam porque mudar exige enfrentar desafios, incertezas e desconfortos.
Durante a entrevista, o especialista apresentou uma reflexão provocativa:
“As pessoas preferem ter a segurança do pouco que o risco do sucesso.”
Na avaliação dele, o ser humano tende a buscar aquilo que considera familiar e seguro. Por isso, mesmo quando deseja conquistar melhores resultados, pode resistir às atitudes necessárias para alcançar seus objetivos.
O especialista citou exemplos como começar uma atividade física, empreender, gravar vídeos, falar em público ou buscar uma nova oportunidade profissional.
Em todas essas situações, o desejo de mudança pode entrar em conflito com o receio de errar, receber críticas ou enfrentar dificuldades.
Procrastinação pode estar relacionada ao medo de fracassar
Outro assunto abordado foi a procrastinação, comportamento frequentemente associado à dificuldade de iniciar ou concluir tarefas.
Isaac explicou que, em sua experiência com alunos, a procrastinação pode estar ligada a diferentes fatores emocionais.
Entre os mais comuns, ele destacou o medo de errar, o medo das críticas, o receio de fracassar, a necessidade de reconhecimento e a falta de clareza sobre os próprios objetivos.
Segundo o entrevistado, identificar o que está por trás do comportamento é um passo importante para desenvolver novas atitudes.
O especialista defendeu que, antes de tentar eliminar um hábito, é necessário compreender como ele foi aprendido e quais sentimentos estão associados a ele.
Estamos vivendo a vida que escolhemos ou repetindo padrões familiares?
Durante a conversa, Cleidison Bomfim questionou se uma pessoa pode passar a vida reproduzindo comportamentos que aprendeu com familiares e pessoas próximas, sem perceber que está seguindo padrões que não escolheu conscientemente.
Isaac respondeu que essa situação é comum.
Segundo ele, muitas crenças e comportamentos são desenvolvidos a partir das experiências vividas durante a infância e a adolescência.
Pais, professores, irmãos, amigos e o ambiente social podem influenciar a maneira como uma pessoa enxerga dinheiro, relacionamentos, trabalho e oportunidades.
O especialista citou como exemplo pessoas que crescem ouvindo que enriquecer é impossível ou que empreender representa um risco excessivo.
Na visão dele, essas mensagens podem influenciar decisões futuras e contribuir para a construção de limitações pessoais.
Especialista deixou o Brasil para morar na Espanha e fugir da zona de conforto
Isaac também compartilhou uma decisão pessoal que chamou atenção durante a entrevista: sua mudança para a Espanha.
Questionado sobre os motivos que o levaram a deixar o Brasil, o especialista afirmou que desejava enfrentar novos desafios.
Aprender outro idioma, adaptar-se a uma cultura diferente e proporcionar novas experiências aos filhos foram alguns dos fatores mencionados.
Segundo ele, permanecer em um ambiente confortável poderia favorecer a estagnação de seus resultados profissionais e pessoais.
A mudança de país foi apresentada como uma maneira de estimular o aprendizado e ampliar suas perspectivas.
Dinheiro e prosperidade: o perigo de viver para impressionar os outros
A entrevista também abordou a relação entre mentalidade e resultados financeiros.
Isaac criticou a pressão social para demonstrar riqueza por meio de carros de luxo, imóveis, relógios e outros símbolos de status.
Segundo ele, muitas pessoas acabam buscando um padrão de vida que não corresponde aos seus próprios objetivos.
O especialista destacou que a prosperidade possui significados diferentes para cada indivíduo.
Para alguns, pode representar independência financeira. Para outros, significa ter tempo com a família, tranquilidade ou liberdade para escolher onde morar.
Isaac defendeu que cada pessoa estabeleça seus próprios parâmetros de sucesso, em vez de seguir expectativas impostas pela sociedade.
O sucesso também exige renúncias
Ao falar sobre sua trajetória, Isaac revelou que o crescimento profissional trouxe conquistas, mas também exigiu sacrifícios.
O especialista contou que, durante uma temporada de compromissos profissionais no Brasil, passou cerca de 30 dias longe da esposa e dos filhos, que vivem na Espanha.
A experiência serviu para demonstrar que alcançar objetivos financeiros e profissionais também envolve escolhas e renúncias.
Para ele, não existe uma fórmula universal de sucesso, pois cada pessoa precisa avaliar o que está disposta a abrir mão para alcançar aquilo que considera importante.
Cinco passos para começar a mudar hábitos
Durante o Colabora Cast, Isaac apresentou uma sequência de cinco pontos que utiliza em seu trabalho com desenvolvimento pessoal e programação neurolinguística.
O primeiro consiste em identificar especificamente qual hábito precisa ser modificado.
O segundo é compreender como esse comportamento está representado mentalmente.
O terceiro envolve reconhecer os sentimentos associados ao hábito.
O quarto busca identificar qual necessidade ou intenção o comportamento procura atender.
Por fim, o quinto passo consiste em modificar a percepção ou o significado atribuído à experiência, buscando estimular um comportamento diferente.
Isaac explicou que utiliza essa abordagem em seus treinamentos. A proposta foi apresentada como parte de sua metodologia de PNL, não como uma garantia de transformação para todas as pessoas.
A importância do ambiente para o crescimento pessoal
Outro ponto destacado foi a influência das pessoas com quem convivemos.
O especialista utilizou uma comparação com a prática de exercícios físicos para explicar sua visão.
Segundo ele, quem deseja desenvolver o hábito de correr pode encontrar mais estímulo ao conviver com outras pessoas que também praticam corrida.
O mesmo raciocínio, afirmou, pode ser aplicado ao empreendedorismo, à comunicação e ao desenvolvimento profissional.
Para Isaac, o ambiente influencia os comportamentos e pode favorecer ou dificultar a construção de novos hábitos.
É possível mudar a mentalidade em 30 dias?
Na reta final da entrevista, Cleidison perguntou ao especialista por onde ele começaria caso tivesse apenas 30 dias para transformar sua mentalidade.
Isaac respondeu que daria prioridade ao desenvolvimento espiritual, à revisão de suas percepções e ao fortalecimento de sua conexão com Deus.
A resposta reforçou a importância que o entrevistado atribui à espiritualidade em sua própria trajetória.
Ao longo do episódio, Isaac também ressaltou que a mudança de mentalidade precisa ser acompanhada de trabalho, aprendizado, disciplina e persistência.
Entrevista no Colabora Cast
A participação de Isaac Santos integra a programação do Colabora Cast, podcast apresentado por Cleidison Bomfim que reúne empresários, especialistas e profissionais para compartilhar conhecimentos e histórias de transformação.
O episódio trouxe reflexões sobre o comportamento humano, as dificuldades enfrentadas por quem deseja mudar de vida e a importância de questionar crenças e hábitos adquiridos ao longo do tempo.
A principal mensagem deixada pelo especialista é que reconhecer a necessidade de mudança não significa, necessariamente, estar preparado para agir.
Para Isaac Santos, o crescimento começa quando a pessoa identifica os comportamentos que a mantêm estagnada e decide enfrentar o desconforto necessário para construir novos resultados.
Fonte: Colabora Cast
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